
Quem acompanha a NBA já sabe: o inesperado não acontece só dentro da quadra. A recente demissão de Taylor Jenkins do comando do Memphis Grizzlies é prova disso. Até mesmo os apostadores que utilizam o código promocional F12 Bet para dar os seus palpites foram pegos de surpresa. Afinal, foi uma saída repentina de um técnico que fez história na franquia.
Na sexta-feira, 28 de março, o Grizzlies anunciou que Jenkins estava fora do cargo, mesmo com a equipe em uma confortável quinta colocação na Conferência Oeste e apenas nove partidas restantes na temporada regular. Uma decisão difícil de engolir, já que o técnico ostentava um bom retrospecto: desde 2019, foram 250 vitórias, um aproveitamento sólido de 54%, e o título simbólico de treinador mais vitorioso da história do time. Apesar dos elogios do gerente-geral Zach Kleiman, os motivos reais para essa decisão abrupta ficaram no ar, criando um clima de mistério e perplexidade.
No entanto, Jenkins não é o único treinador que viu sua carreira interrompida de maneira repentina e controversa na NBA. Relembre agora cinco outras demissões chocantes que mexeram com o cenário do basquete.
Phil Jackson e o fim de uma era nos Bulls (1998)
Phil Jackson era o arquiteto de uma das maiores dinastias da NBA. Sob sua batuta, o Chicago Bulls conquistou seis títulos, liderado por Michael Jordan. Porém, após a temporada 1997-98, divergências internas fizeram Jackson deixar o comando da equipe, marcando o fim definitivo de uma era gloriosa. Uma despedida amarga, surpreendente e que ninguém viu chegando.
David Blatt e o estranho adeus em Cleveland (2016)
David Blatt parecia seguro no comando do Cavaliers, tendo levado o time às finais em 2015 e dominando a Conferência Leste na temporada seguinte. Mas, inesperadamente, Blatt foi demitido no meio do caminho para dar lugar ao então assistente Tyronn Lue. A mudança gerou enorme controvérsia, principalmente porque, ironicamente, os Cavaliers conquistaram o título naquela temporada.
Dwane Casey e o cruel destino em Toronto (2018)
Poucas demissões foram tão ironicamente crueis como a de Dwane Casey. Logo após ser eleito o Técnico do Ano ao levar o Toronto Raptors à melhor campanha da conferência, Casey foi dispensado devido a uma eliminação precoce nos playoffs. Uma situação que ainda hoje é citada como exemplo máximo das reviravoltas cruéis no esporte profissional.
George Karl, do céu ao inferno em Denver (2013)
George Karl viveu uma das temporadas mais surpreendentes da carreira em 2012-13. Seu Denver Nuggets conseguiu 57 vitórias, e Karl foi eleito o melhor treinador da NBA naquele ano. Contudo, uma rápida eliminação nos playoffs determinou seu destino, e o técnico foi dispensado logo após a premiação, numa decisão rápida e impiedosa.
Mike Brown e sua passagem relâmpago pelos Lakers (2012)
Mike Brown chegou aos Lakers com a missão de substituir Phil Jackson e levar a equipe a novas glórias. Porém, sua jornada durou inacreditáveis cinco partidas. A diretoria do Lakers surpreendeu a todos ao dispensá-lo quase antes que a temporada começasse de verdade, transformando Brown num símbolo das decisões abruptas que marcam a história recente da liga.
Esses casos ilustram claramente como o sucesso e a estabilidade na NBA são frágeis e imprevisíveis. Muitos brasileiros, aliás, tiveram rápidas passagens por lá, mas acabaram saindo de uma hora para outra. No momento, apenas Gui Santos permanece na principal liga de basquete do mundo.
Seja por motivos internos, expectativas frustradas ou simplesmente pela pressão constante por resultados, os jogadores e técnicos estão sempre na berlinda, sujeitos a mudanças radicais e muitas vezes incompreensíveis. Taylor Jenkins é só mais um capítulo numa liga onde cada decisão pode mudar tudo em questão de segundos.